03) Gerir melhor para ganhar mais

Águia de cabeça branca pousada em um suporte com o emblema do Benfica, em um estádio de futebol.

O sucesso do Benfica não se garante apenas no mercado de transferências ou nos grandes jogos, mas na solidez da sua gestão. O Benfica nunca será o clube mais rico do planeta, mas pode ser o mais bem gerido, refletindo o espírito de Cosme Damião: «No imediato o dinheiro vence a dedicação. No futuro, a dedicação goleia o dinheiro.»

Nas últimas décadas, o Benfica tem mostrado um crescimento notável, dobrando as suas receitas a cada dez anos. Este feito, contudo, só será sustentável se o clube continuar a explorar novas fontes de rendimento e a adaptar-se às dinâmicas de um mercado desportivo cada vez mais competitivo. A sustentabilidade financeira não é um objetivo em si, mas sim um meio para alcançar o sucesso desportivo. É através de uma gestão sólida que o clube poderá investir em talento, infraestrutura e projetos que assegurem a sua relevância e competitividade a longo prazo.

Com uma abordagem estratégica que equilibre inovação e tradição, o Benfica tem a oportunidade de liderar pelo exemplo e redefinir o que significa ser um clube bem gerido. Seja através da diversificação de receitas – como os naming rights do estádio ou novos projetos no e-gaming – ou pela adoção de práticas de excelência em governança, o clube pode criar um modelo de sucesso que inspire outros em Portugal e no estrangeiro. Assim, o Benfica continuará a crescer, a prosperar e a garantir que a sua história de conquistas é também a sua visão para o futuro.

A) Sustentabilidade financeira como pilar para o sucesso desportivo

O sucesso desportivo do Benfica deve ser sustentado por uma gestão financeira responsável e eficiente. Uma base económica sólida não só garante competitividade a curto prazo, mas também assegura o crescimento e a estabilidade do clube no longo prazo.

B) Atrair e reter os melhores

Garantir que os melhores profissionais querem estar no Benfica e que permanecem no clube é essencial para competir ao mais alto nível. É necessário criar um ambiente atrativo, com condições financeiras e desportivas que assegurem a lealdade e o compromisso de todos os funcionários do clube.

C) Sair de Bolsa de olho no exemplo de Munique

A saída de bolsa pode representar uma oportunidade para o Benfica alcançar maior independência financeira. Inspirando-se no modelo de sucesso do Bayern de Munique, esta estratégia pode fortalecer a capacidade do clube de gerir os seus recursos de forma mais eficaz e com maior autonomia.

D) A tecnologia como fator diferenciador

No futebol moderno, a tecnologia é uma ferramenta indispensável para o sucesso. Investir em análise de dados, processos de digitalização e ferramentas inovadoras permite otimizar o rendimento desportivo e financeiro do clube, colocando o Benfica na vanguarda do futebol europeu.

E) Novos modelos de negócio

A diversificação das receitas é fundamental para o crescimento sustentável do Benfica. Explorar novas oportunidades, como parcerias estratégicas, iniciativas digitais e novas formas de envolver os adeptos, é essencial para garantir que o clube se mantém forte e competitivo no futuro.

“Amar o Benfica é suar a camisola até ao fim.”

— Eusébio da Silva Ferreira

A) Sustentabilidade financeira como pilar para o sucesso desportivo 

Desde a constituição da SAD, o Benfica tem demonstrado um notável crescimento nas suas receitas, dobrando-as a cada década. Este desempenho reflete a capacidade do clube de se adaptar e inovar, criando modelos financeiros que sustentem a sua ambição desportiva. No entanto, o crescimento não pode ser encarado como garantido. Para assegurar a sustentabilidade a longo prazo, o clube precisa de diversificar e expandir as suas fontes de rendimento, ao mesmo tempo que implementa uma gestão financeira rigorosa e eficiente.

O equilíbrio entre receitas e despesas é a única forma sustentável de manter o Benfica competitivo em Portugal e na Europa. O clube não pode depender exclusivamente da venda de jogadores para financiar as suas operações, devendo usar essa ferramenta de forma estratégica, como suporte a investimentos estruturais e redução de dívida. Para alcançar os objetivos de crescimento e atingir os 400 milhões de euros em receitas anuais na próxima década, é essencial acelerar a taxa de crescimento das receitas tradicionais, criar novas fontes de rendimento e otimizar a gestão dos recursos disponíveis.

A sustentabilidade financeira é mais do que um meio – é um elemento indispensável para garantir o sucesso desportivo. Uma gestão inovadora e estratégica pode permitir ao Benfica competir com os maiores clubes europeus, mantendo-se fiel à sua identidade e aos seus valores. Com planeamento e ambição, o clube tem todas as condições para continuar a liderar e a vencer, sem comprometer o futuro.

Dobrar as Receitas de Dia de Jogo: Mais Do Que Bilhetes

O Benfica pode maximizar o potencial das receitas de dia de jogo, não apenas através da expansão do estádio, mas também promovendo transmissões de jogos fora e explorando eventos complementares, como jogos femininos e maior dinamização do recinto. Medidas como a legalização da venda de álcool nos estádios poderiam reforçar ainda mais esta fonte de receitas.

Patrocínios e Merchandising: Novos Horizontes

Com parcerias estratégicas, modelos de franchising da marca Benfica e o naming de infraestruturas como o Seixal ou o estádio, o clube pode duplicar as suas receitas nesta área. A aposta em mercados internacionais e em parcerias de distribuição amplia a presença global e reforça a imagem do clube.

Prémios UEFA: Oportunidades Além do Campo

Embora os prémios da UEFA sejam uma fonte estável, o crescimento nesta área é limitado. O Benfica deve compensar esta estagnação com novas ideias, como o aluguer do estádio para eventos não-desportivos, academias "chave-na-mão" e a aposta nos E-Sports, criando assim uma receita complementar.

Venda de Jogadores: Estratégia, Não Dependência

A venda de jogadores deve ser usada para investimentos em infraestruturas e redução de dívida, e não para financiar operações correntes. Este modelo estratégico permite maior estabilidade e reduz os riscos associados à dependência de receitas voláteis.

Gestão Financeira Mais Rigorosa

Implementar limites claros para amortizações, massa salarial e juros da dívida é essencial para manter o equilíbrio financeiro. Com transparência e responsabilidade, o Benfica pode consolidar-se como referência em gestão desportiva a nível global.

B) Atrair e reter os melhores

O sucesso do Benfica não se constrói apenas com jogadores talentosos ou treinadores vencedores. Ele começa na base, na estrutura organizacional que sustenta todo o clube. Atrair e reter os melhores profissionais é tão importante quanto contratar os melhores atletas. Para isso, o Benfica deve ser uma referência de excelência dentro e fora do campo, com uma gestão moderna, processos transparentes e uma cultura organizacional que promova o rigor, a inovação e a valorização dos seus colaboradores.

Atrair os melhores exige um plano estratégico que vá além do recrutamento casual. Tal como o departamento de scouting identifica os talentos certos para a equipa, o Benfica precisa de um sistema de Recursos Humanos que assegure a contratação de profissionais competentes, inovadores e alinhados com a visão do clube. A retenção, por sua vez, passa por oferecer salários competitivos, bónus baseados em mérito e formação contínua que motive e valorize os colaboradores.

Além disso, a modernização da gestão é essencial. O clube precisa de processos claros, auditados e alinhados com as melhores práticas globais. A informalidade deve dar lugar à profissionalização, garantindo que o Benfica se mantém na vanguarda não só no futebol, mas também na forma como gere os seus recursos e projeta o seu futuro. Este compromisso com a excelência deve ser transversal, criando uma estrutura capaz de sustentar a ambição desportiva e assegurar o sucesso a longo prazo.

Recrutar os Melhores com Transparência e Critério

A contratação de profissionais deve ser isenta de compadrios e baseada exclusivamente na competência. Para isso, o Benfica deve recorrer a empresas de recrutamento especializadas, que assegurem a independência do processo. Talento internacional e experiências de outros desportos, como a NBA e a F1, podem trazer inovação e uma abordagem global ao clube.

Valorizar Colaboradores com Salários e Bónus Justos

Reter os melhores exige uma estrutura salarial competitiva e bónus variáveis baseados em métricas claras. Departamentos como scouting, formação e gestão jurídica devem ser recompensados pela sua eficácia, garantindo motivação e alinhamento com o sucesso do clube.

Formação Contínua para Liderar em Inovação

O Benfica deve investir na formação contínua dos seus colaboradores, criando programas de intercâmbio com organizações de topo. Aprender com entidades como a NBA ou os Jogos Olímpicos garante acesso às melhores práticas globais e fomenta a inovação interna.

Uma Cultura Organizacional de Excelência

A informalidade deve ser substituída por processos modernos e transparentes. A implementação de sistemas de compliance e auditorias regulares garante uma gestão eficiente, ágil e alinhada com as melhores práticas internacionais. O Benfica deve promover uma cultura que valorize rigor, responsabilidade e profissionalismo. Ao alinhar todos os departamentos com os objetivos do clube, será possível operar com a eficiência necessária para sustentar o sucesso desportivo e financeiro.

Conselho Estratégico: Visão de Longo Prazo

O Conselho Estratégico, previsto nos estatutos, deve finalmente ser constituído. Composto por profissionais altamente qualificados, este órgão assegurará a continuidade das decisões estratégicas, protegendo o clube de escolhas de curto prazo que possam comprometer o seu futuro.

Estrutura Eficiente e Otimizada

Reduzir os custos operacionais através de uma reorganização do quadro de pessoal é essencial. Um ajuste de 20% na estrutura e o aumento de 15% nos salários variáveis permitem criar uma organização mais eficiente e motivada, alinhada com as ambições do Benfica.

C) Sair de Bolsa de olho no exemplo de Munique

A criação da SAD do Benfica foi uma resposta necessária aos desafios financeiros do início do século XXI, permitindo a captação de recursos e a construção de uma base sólida para o clube. Contudo, o contexto atual exige uma reavaliação profunda do modelo de capitalização bolsista. A presença em bolsa, que outrora foi uma solução estratégica, revela agora as suas limitações. A fragmentação do capital, a falta de alinhamento estratégico entre acionistas minoritários e a ausência de dividendos distribuídos tornaram-se obstáculos ao crescimento sustentável do Benfica.

O modelo atual não só falha em garantir retornos financeiros, como também expõe o clube a vulnerabilidades externas que comprometem a sua identidade de clube dos sócios. Ao mesmo tempo, exemplos como o do Bayern de Munique, que alia parcerias estratégicas a um modelo de propriedade sólido e bem gerido, demonstram que é possível alcançar sustentabilidade e competitividade sem abrir mão do controlo e dos valores fundamentais.

A saída de bolsa surge, assim, como uma solução para reposicionar o Benfica, protegendo-o de interesses externos e permitindo a criação de parcerias verdadeiramente estratégicas. Ao retirar as ações da SAD do mercado e avançar para um modelo de capital mais alinhado com os objetivos do clube, o Benfica pode focar-se no que realmente importa: fortalecer as suas receitas e garantir o sucesso desportivo de forma sustentável. Este movimento preservaria o controlo, protegeria a autonomia e criaria uma plataforma mais robusta para enfrentar os desafios futuros.

Recuperar o Controlo

O Benfica deve avançar para a recompra das ações dispersas no mercado, garantindo mais de 90% do capital necessário para sair de bolsa. Este processo, realizado através de uma OPA justa, protegerá o clube de interesses externos desalinhados e permitirá uma gestão mais coesa e estratégica.

Parcerias Estratégicas, Sempre Minoritárias

A saída de bolsa não significa fechar portas a parceiros. Pelo contrário, o Benfica deve procurar alianças estratégicas que alavanquem receitas em áreas críticas, como direitos televisivos, merchandising e patrocínios. Exemplos como a parceria Bayern-Adidas mostram como estas sinergias podem fortalecer a marca e os resultados financeiros, sem pôr em risco a identidade do clube.

Proteger o Benfica de Vulnerabilidades Externas

A exposição ao mercado financeiro cria riscos desnecessários, como demonstrado pela tentativa de OPA de Textor. A saída de bolsa elimina essas vulnerabilidades, fortalecendo o clube contra interesses que não compartilham da visão e dos objetivos de longo prazo do Benfica.

Descentralizar o Risco, Multiplicar as Receitas

O foco em parcerias estratégicas, aliado à autonomia financeira, permite ao Benfica diversificar e expandir as suas fontes de rendimento. Seja através de parcerias com operadores, no âmbito de transmissões digitais internacionais, ou de marcas com capacidade para expandir a rede de merchandising global, o clube pode crescer sem comprometer a sua essência.

D) A tecnologia como fator diferenciador 

No futebol do século XXI, a tecnologia não é um luxo; é uma necessidade absoluta. É o elemento que separa os clubes que lideram dos que seguem. No caso do Benfica, o futuro passa pela integração transversal de soluções tecnológicas que potenciem o rendimento desportivo, a eficiência organizacional e a experiência dos adeptos. Não basta adotar ferramentas isoladas; a tecnologia deve ser embebida em toda a operação do clube, transformando-se num verdadeiro fator diferenciador.

Se queremos competir com os maiores clubes da Europa, não podemos ignorar o impacto das inovações tecnológicas. O Benfica precisa de fazer da tecnologia uma prioridade estratégica, desde a modernização do scouting e análise de desempenho desportivo até à criação de experiências de jogo únicas para os adeptos. Este compromisso inclui a fundação de uma unidade especializada, a "Benfica Tech", que centralize o desenvolvimento e implementação de soluções tecnológicas, permitindo ao clube não só beneficiar internamente como também comercializar as inovações desenvolvidas.

Não seremos o clube mais rico, mas podemos ser o mais inovador. O futebol moderno exige mais do que talento em campo; exige um clube que saiba usar dados, inteligência artificial e big data para tomar decisões mais informadas, prevenir riscos e otimizar recursos. A tecnologia é a ponte para o futuro, um caminho que garante que o Benfica se mantém competitivo, sustentável e sempre na vanguarda do desporto mundial.

Benfica Tech: Um Centro de Inovação e Receitas

A criação de uma unidade especializada em tecnologia, a "Benfica Tech", permitirá ao clube integrar soluções tecnológicas em todas as áreas. Este polo de inovação trabalharia com a incubadora de startups no Seixal, com o Benfica a participar no capital de empresas inovadoras. Além de melhorar a performance desportiva e operacional, a Benfica Tech seria uma nova fonte de receita ao comercializar soluções tecnológicas para outros clubes.

A Experiência do Adepto no Estádio do Futuro

A experiência no Estádio da Luz deve ser transformada através de tecnologia de ponta. Desde sistemas de bilhética digital até à interação em tempo real via app oficial, o Benfica pode seguir exemplos como o Tottenham Hotspur Stadium, oferecendo uma experiência imersiva e única.

Big Data no Relvado: Performance e Prevenção de Lesões

A análise de dados é indispensável no futebol moderno. Equipamentos com sensores GPS e inteligência artificial permitem monitorizar a performance dos jogadores, prever lesões e otimizar treinos. No Benfica, a utilização estratégica destes dados será essencial para garantir o máximo rendimento físico e mental da equipa principal e dos jovens da formação.

Revolução no Scouting com IA e Machine Learning

O uso de inteligência artificial no scouting permitirá identificar talentos subvalorizados e prever o potencial de desenvolvimento de jovens jogadores. Clubes como o Brentford já utilizam estas ferramentas com grande sucesso, e o Benfica deve liderar esta transformação, integrando tecnologia nos processos de recrutamento para decisões mais precisas e rentáveis.

Parcerias Tecnológicas Globais

O Benfica deve atrair empresas tecnológicas para parcerias estratégicas. Estas alianças trarão acesso às melhores inovações, transformando o clube num laboratório de tecnologia desportiva e garantindo um posicionamento de vanguarda. Com foco na inteligência artificial, análise de dados e experiência digital, estas parcerias podem redefinir o futuro do Benfica.

E) Novos modelos de negócio

O sucesso do Benfica não pode continuar a depender exclusivamente da venda de jogadores. Para garantir um crescimento sustentável e equilibrado, o clube precisa de diversificar as suas fontes de receita e explorar novos modelos de negócio que maximizem o seu potencial. Num mundo desportivo em constante evolução, a inovação não é apenas desejável – é essencial. O Benfica deve posicionar-se na vanguarda, assumindo riscos calculados e investindo em áreas estratégicas que garantam a sustentabilidade financeira e a competitividade desportiva.

Os e-sports, um setor em franco crescimento, representam uma das mais promissoras avenidas para diversificação. Além disso, o Estádio da Luz deve ser transformado numa verdadeira sala de espetáculos multifuncional, capitalizando em eventos extra-desportivos e experiências premium para adeptos e empresas. A digitalização dos direitos televisivos e a exploração de mercados internacionais são também fundamentais para projetar o Benfica globalmente e captar novas audiências.

Iniciativas inovadoras como uma Kings League "Benfica Edition" mostram o potencial de combinar futebol, entretenimento e tecnologia, atraindo públicos mais jovens e diversificando as fontes de receita. Com uma abordagem estratégica e ambiciosa, o Benfica pode consolidar-se como um clube que lidera tanto dentro como fora do campo, preparando-se para um futuro mais sólido e menos dependente de receitas voláteis.

E-Sports: Um Novo Campo de Competição

Expandir a presença do Benfica nos e-sports, entrando em jogos como CS:GO e League of Legends, abre uma nova frente de crescimento. Este mercado em expansão permite gerar receitas através de patrocínios, merchandising e prémios, enquanto posiciona o clube como líder de inovação no desporto digital.

Estádio da Luz: A Grande Sala de Lisboa

Transformar o Estádio da Luz num espaço multifuncional para grandes espetáculos e eventos não-desportivos pode gerar até 60 milhões de euros anuais. Investir em tecnologia de proteção do relvado e cobertura moderna permitirá maximizar a utilização do estádio sem comprometer a sua função principal.

Hospitalidade Premium

Reforçar a oferta de hospitalidade corporativa e criar pacotes premium para adeptos dispostos a pagar por experiências exclusivas não só aumenta as receitas, como reduz a necessidade de subir os preços do Red Pass, mantendo a acessibilidade para os restantes sócios.

Kings League Benfica Edition

Inspirada no sucesso da Kings League de Gerard Piqué, uma versão "Benfica Edition" combinaria futebol, entretenimento e experiências digitais. Este modelo atrairia novos públicos, especialmente jovens, e envolveria ex-jogadores para criar uma ligação emocional forte com a massa associativa.

Inovação na Monetização da Experiência de Estádio

Além de trazer mais adeptos ao estádio, o Benfica deve ser criativo na extração de valor de cada experiência. A venda de merchandising, alimentação e outras interações no recinto podem ser otimizadas com tecnologia e estratégias de marketing direcionadas.